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	<title>Ricardo Antunes da Costa &#187; Futebol</title>
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	<description>Um blog sobre cerveja, futebol, e as boas coisas da vida</description>
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		<title>Por que o Sport Club do Recife é o campeão brasileiro de 1987?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 15:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Antunes da Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileirão]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Sport]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a proximidade de mais um título brasileiro do C.R. Flamengo, a velha polêmica de quem foi o campeão brasileiro de 1987 volta à baila, depois que clube pernambucano ameaçou processar todo veículo de comunicação que chamar o Flamengo de Hexa-Campeão, caso o mesmo venha a ganhar o título de 2009.
Ao longo dos últimos 22 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proximidade de mais um título brasileiro do C.R. Flamengo, a velha polêmica de quem foi o campeão brasileiro de 1987 volta à baila, depois que clube pernambucano ameaçou processar todo veículo de comunicação que chamar o Flamengo de Hexa-Campeão, caso o mesmo venha a ganhar o título de 2009.</p>
<p>Ao longo dos últimos 22 anos, defendi sempre que o campeão brasileiro de 1987 é o Sport.  Durante esse período ouvi vários argumentos defendendo o título do Flamengo.  Escrevo este texto para refutar os principais argumentos dos defensores do clube carioca, baseado nas informações que li e ouvi durante todo esse período, e também em um pouco de lógica.</p>
<p><strong>Como começou essa confusão?</strong></p>
<p>Até 1986 os critérios para a disputa do Campeonato Brasileiro eram baseados em dois fatores: classificação do clube no campeonato estadual e, principalmente, política.  Por causa da política, o campeonato era inchado e deficitário, chegando ao cúmulo de termos mais de 90 participantes em 1979.</p>
<p>Os grandes clubes, insatisfeitos com a situação, pressionaram a CBF para enxugar o brasileirão.  A mesma incluiu então, no regulamento do campeonato de 1986, um item que dizia que os 32 melhores colocados no campeonato de 1986 disputariam a primeira divisão em 1987, sendo os demais automaticamente rebaixados para a segunda divisão.</p>
<p>Porém, no meio do campeonato, o Joinville conseguiu no STJD os 2 pontos de um jogo contra o Sergipe, que havia escalado um jogador irregular.  Esses 2 pontos classificavam a equipe catarinense, eliminando o Vasco da Gama, que entrou na justiça comum para cassar a  decisão do STJD.</p>
<p>O time catarinense usou do mesmo recurso, o que fez a CBF decidir classificar os dois clubes, e eliminar a Portuguesa.  Os clubes paulistas ameaçaram então abandonar o campeonato, caso a Portuguesa fosse eliminada.  A CBF então decidiu classificar 36 clubes, em vez dos 32 previstos no regulamento, alterando a tabela do campeonato no meio da disputa.</p>
<p><strong>E o que isso tem a ver com o campeonato de 1987? </strong></p>
<p>Bem, o regulamento do campeonato de 1986 previa que as 32 melhores equipes disputariam a primeira divisão em 1987, mas 36 equipes foram classificadas para a segunda fase.  Baseado nesse argumento, o Coritiba Foot Ball Club, equipe que conquistou o campeonato brasileiro de 1985, mas fez péssima campanha no ano de 1986, entrou na justiça comum, alegando que a CBF não teria moral para rebaixá-lo, uma vez que não fez isso com o Vasco.</p>
<p>O clube paranaense ganhou a liminar, e em seguida a CBF alegou que não poderia organizar o campeonato brasileiro de 1987 por falta de recursos financeiros.  O resto da historia todos já conhecem: os treze clubes mais populares do Brasil se uniram para organizar o campeonato de 1987 no lugar da CBF, que reconheceria o campeão como campeão brasileiro, exigindo apenas que mais 3 equipes, (Coritiba, Goiás e Santa Cruz), fossem convidadas a disputar o torneio, totalizando assim 16 equipes.</p>
<p>O Clube dos 13, com apoio da Rede Globo, investiu forte no marketing do novo campeonato, conquistando patrocinadores como a Coca-Cola, que colocou sua marca na camisa de todos os clubes que no momento não tinham contrato assinado com outro patrocinador.</p>
<p>Obviamente essa decisão descontentou os clubes que ficaram de fora do campeonato, incluindo o então vice-campeão brasileiro Guarani, bem como o terceiro colocado no ano anterior, o América carioca.  Além de Criciúma, Portuguesa, Inter de Limeira e Joinville, que ficaram entre os 16 melhores no ano anterior e, se respeitado o regulamento, deveriam disputar a primeira divisão em 1987.</p>
<p>Pressionada por estes clubes, a CBF resolveu a questão, organizando o “módulo amarelo” com mais 16 clubes, e criando um cruzamento, entre os dois primeiros colocados da Copa União e os dois melhores do “módulo amarelo”, para decidir o campeão brasileiro de 1987.</p>
<p>Foi realizada então uma reunião da CBF com o Clube dos 13, que foi representado pelo Eurico Miranda.  Eurico aceitou a proposta da CBF de realizar o quadrangular, e assinou a alteração do regulamento.  Porém, quando o Clube dos 13 foi informado que Eurico aceitara a mudança, decidiram em conjunto boicotar a alteração, e não disputar o quadrangular.</p>
<p>Assim, o Flamengo venceu a Copa União, com o Internacional sagrando-se vice campeão, enquanto Sport e Guarani empataram na decisão do Módulo Amarelo, após uma decisão por pênalties que nunca acabou.  O cruzamento foi realizado, porém Flamengo e Internacional não compareceram aos seus jogos, perdendo os mesmos por W.O.  Sport e Guarani realizaram nova decisão, vencida pelo clube pernambucano, que recebeu a famosa “taça das bolinhas”, e disputou, junto com o bi-vice Guarani, a Libertadores de 1998.</p>
<p>Depois disso a disputa pelo titulo de campeão brasileiro foi parar na justiça comum, que deu ganho de causa à equipe pernambucana.   Assim, mesmo que quisesse reconhecer o Flamengo como campeão brasileiro de 1987, a entidade não poderia, devido à decisão judicial.</p>
<p><strong>Mas não é injusto o campeão da primeira divisão disputar o título com o da segunda?</strong></p>
<p>Em teoria sim, mas na prática a Copa União não se consistia na “primeira divisão”, e sim num torneio criado para substituir o campeonato brasileiro de 1987, com a participação das equipes do Clube dos 13, mais três equipes convidadas.  Para ser de fato a “primeira divisão”, a Copa União deveria ter levado em consideração a classificação do campeonato brasileiro de 1986, e incluído as equipes do Guarani, América-RJ, Criciúma, Portuguesa, Inter de Limeira e Joinville.</p>
<p>Isso se não levarmos em conta que a Copa João Havelange, organizada pelo mesmo Clube dos 13 no ano 2000, permitia esse cruzamento, tanto que um dos finalistas foi o São Caetano, VICE-Campeão do módulo equivalente à Segunda Divisão.</p>
<p><strong>Mas na época os participantes do campeonato brasileiro não eram definidos pelos critérios técnicos!</strong></p>
<p>De fato, até 1985, muitos critérios políticos foram utilizados para definir os participantes do campeonato brasileiro.  Havia, porém um critério técnico, que era a classificação das equipes no campeonato estadual.  Isso permitia aberrações como o fato do Coritiba ter sido semi-finalista em 1980, e não disputar o campeonato em 1981, por ter ido mal no estadual daquele ano.</p>
<p>Outros clubes, mesmo tendo ido mal no estadual, entravam no torneio via convite.  Porém o regulamento do campeonato brasileiro de 1986 previa critérios técnicos para a seleção das equipes que disputariam o campeonato brasileiro de 1987, o que não foi respeitado pelo clube dos 13.</p>
<p>Além disso, na época era comum o campeão da segunda divisão (a então chamada Taça de Prata) disputar as finais do Campeonato Brasileiro do mesmo ano, e também mudanças de regulamento no meio do torneio, como aconteceu em 1986.  Se fomos usar os “costumes da época” para definirmos o campeão, temos que levar esses fatos em consideração.</p>
<p><strong>Mas o regulamento foi mudado com o campeonato em andamento&#8230;</strong></p>
<p>De fato, a alteração se deu após o inicio da Copa União.  Porém ela foi aceita pelo Clube dos 13, através de seu representante Eurico Miranda.  O fato do mesmo ter sido desautorizado pelo Clube depois, não muda em nada o fato da alteração ter sido legalmente aceita pela entidade.</p>
<p><strong>Mas mudar o regulamento no meio do campeonato não é ruim?</strong></p>
<p>É sim.  Mas essa alteração pelo menos seria uma reparação da CBF aos clubes que foram alijados da disputa da primeira divisão em 1987.  Ainda assim uma reparação medíocre, visto que o dinheiro de TV e patrocinadores estavam mesmo na Copa União, ou seja, mesmo com a possibilidade de disputar o título brasileiro e a Libertadores no ano seguinte, as equipes do módulo amarelo, especificamente as que ficaram entre os 16 melhores em 1986, foram seriamente prejudicadas financeiramente.  Aliás, foi pro isso que o próprio América do Rio recusou-se a jogar o Módulo Amarelo, achando a solução encontrada pela CBF insatisfatória.</p>
<p><strong>Ah, mas o que importa se a CBF considera o Sport campeão?   A opinião deles não vale nada pra mim&#8230;</strong></p>
<p>Na verdade a CBF não tem a opção de considerar o Flamengo campeão.  A questão já foi resolvida na justiça comum brasileira, ou seja, de fato e de direito o campeão brasileiro de 1987 foi o Sport.</p>
<p><strong>Mas na época todos trataram a Copa União como a primeira divisão! </strong></p>
<p>A Rede Globo era parceira do Clube dos 13 na organização e transmissão do campeonato.  Por isso é obvio que a mesma tomaria partido da Copa União.   O fato é que depois, judicialmente, o título brasileiro foi dado ao clube pernambucano.</p>
<p>É como, por exemplo, na corrida dos 100 m rasos das Olimpíadas de Seul, em 1988.  Ben Johnson ganhou a corrida e levou a medalha.  Foi tratado por todos como campeão e recordista mundial.  Logo depois, porém, verificou-se que o mesmo havia se dopado, e seu título foi cassado.  Não vejo ninguém ainda dizendo que o medalhista de ouro naquela prova é o canadense.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Por todos esses fatos, o Sport Clube do Recife é o campeão brasileiro de 1987.  Na verdade a decisão judicial em seu favor decidiu a questão, porém muitos ainda insistem em defender o título do Flamengo.  Por isso, esse texto para encerrar de vez minha participação nesse debate. Em vez de escrever tudo mais uma vez, simplesmente irei postar um link para cá sempre que necessário.</p>
<p>Mas obviamente responderei os comentários aqui realizados, se for o caso.</p>
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		<title>Coritiba Foot Ball Club – 100 Anos -1909-2009</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 03:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Antunes da Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Coritiba]]></category>

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		<description><![CDATA[
Há exatos 100 anos, um grupo de jovens descendentes de alemães foi até Ponta Grossa pra jogar uma partida de futebol.
Esse foi o jogo inaugural do primeiro clube de futebol do estado do Paraná, que nas décadas seguintes se tornaria o principal e mais vencedor clube do estado, conquistando a hegemonia no seu estado natal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter"><a href="http://www.antunesdacosta.net/ricardo/wp-content/uploads/2009/10/logo-coxa-100-anos.jpg"><img class="size-full wp-image-55" title="logo-coxa-100-anos" src="http://www.antunesdacosta.net/ricardo/wp-content/uploads/2009/10/logo-coxa-100-anos.jpg" alt="Coxa 100 Anos" width="164" height="200" /></a></div>
<p>Há exatos 100 anos, um grupo de jovens descendentes de alemães foi até Ponta Grossa pra jogar uma partida de futebol.</p>
<p>Esse foi o jogo inaugural do primeiro clube de futebol do estado do Paraná, que nas décadas seguintes se tornaria o principal e mais vencedor clube do estado, conquistando a hegemonia no seu estado natal, e se tornando o primeiro clube paranaense a se tornar campeão brasileiro.</p>
<p>Para homenagear o centenário <a title="Coritiba Foot Ball Club" href="http://www.coritiba.com.br" target="_blank">Coritiba Foot Ball Club</a>, que hoje completa 100 anos, segue abaixo um texto de minha autoria que já foi publicado no site <a title="Coxanautas" href="http://www.coxanautas.com.br" target="_blank">Coxanautas</a>, e também no hot-site <a title="Coxa 100 Anos" href="http://www.coxa100anos.com.br" target="_blank">Coxa 100 Anos</a>.  Esse texto conta a história de um torcedor Coxa que nunca morou na cidade de Curitiba: eu.</p>
<p><strong>Parabéns, Coritiba</strong>.  Que os próximos 100 anos sejam tão (ou mais) gloriosos que os primeiros.</p>
<p><span id="more-56"></span></p>
<p><strong>Um Coxa &#8220;Catarina&#8221;</strong></p>
<p>Meu nome é Ricardo, e nasci em Japira, no norte do Paraná. De lá fui para Turvo, no sul de SC, depois para Medianeira, no oeste do Paraná, e já aos seis anos de idade, cheguei em São José-SC, cidade que, assim como São José dos Pinhais, é vizinha da capital do estado.</p>
<p>Meu pai é de Ibaiti-PR, e Coxa-Branca de quatro &#8211; costados, assim como meu avô, que veio de São Paulo, onde torcia para a Portuguesa de Desportos, para o norte do Paraná, onde começou a simpatizar e torcer pelo Coxa. Com uma linhagem dessas, e sendo paranaense de nascimento, não existia outra opção para mim: ser Coxa-Branca já estava nos meus genes.</p>
<p>Porém a vida de um Coxa-Branca que mora em SC não é fácil. Tudo bem, hoje em dia existe o pay-per-view, que me permite acompanhar o Coxa &#8220;de perto&#8221;, mas isso é um fenômeno recente, uma facilidade tecnológica que não existia em minha infância.</p>
<p>Quando criança, jogos do Coritiba, pela TV aberta eram mais raros que títulos dos poodles. À exceção, obviamente, foi o Campeonato Brasileiro de 1985, onde pude acompanhar com meu pai, aos oito anos de idade, o título do Verdão pela rede Globo. Lembro-me até hoje de ficar até de madrugada assistindo o jogo e, após as penalidades, ir junto com meu pai pra fora de casa soltar foguetes, provavelmente os únicos da cidade.</p>
<p>No resto, acompanhar o Verdão era só pelas ondas curtas da Rádio Clube Paranaense. Lembro-me saudoso até hoje de ouvir as excelentes narrações de Lombardi Jr. Com ele acompanhei todo o Campeonato Paranaense de 89, quando fomos campeões de forma espetacular.</p>
<p>Em 90, após acompanhar o campeonato inteiro pela rádio, fui até o majestoso Couto Pereira ver o segundo jogo da final. Não seria a primeira vez que pisaria no nosso lindo estádio: meu debute foi em 88, pela Copa União, onde vi o Coxa ganhar de 2&#215;0 do futuro campeão Bahia. Voltaria em 89, para ver o Coxa perder de 3&#215;1 para outro Verdão, o Palmeiras, em um jogo onde brilhou a estrela de um goleiro iniciante, mas que ainda faria muito sucesso pelos gramados do Brasil: Velloso.</p>
<p>Voltando à final de 90, foi uma emoção muito grande ver, pela primeira vez, o Couto Pereira lotado em um clássico decidindo o campeonato estadual. A beleza proporcionada pelas duas torcidas, em especial pela da casa, proporcionou ao jovem Ricardo Antunes da Costa, então com 11 anos incompletos, um espetáculo que jamais será esquecido.</p>
<p>Infelizmente perdemos o título, ao permitir o empate do time lá de baixo, mas o time do Verdão saiu aplaudido de campo, pois foi o melhor time do campeonato, apesar de ter sido Vice.</p>
<p>Depois do nosso rebaixamento via canetada em 89, e a perda do título de 90, começaria a idade das trevas do torcedor Coxa-Branca. Principalmente para um Coxa residindo em Santa Catarina, em uma época que o estado não possuía times na primeira divisão do futebol nacional. Nesse período tive que aturar &#8220;torcedores&#8221; do Flamengo, Vasco, Grêmio, etc., que faziam questão de menosprezar meu time, então na segundona, sem jamais ter visto seus times no estádio.</p>
<p>Lembro-me de acompanhar o Brasileiro da série B em 1991, novamente pelo rádio, afinal naquela época não tinha nenhum time &#8220;grande&#8221; do Rio ou de São Paulo na segundona, o que fazia com que o campeonato fosse desprezado pelas emissoras de TV.</p>
<p>Naquele ano, o Coxa vinha com tudo, e tinha tudo para subir à primeira divisão. Nas semifinais, decidiu a vaga como o Guarani de Campinas. Lembro-me que o Verdão venceu o primeiro jogo em casa, por 1&#215;0. Estava acompanhando o jogo de volta, em Campinas, pela Rádio Clube. O Guarani havia aberto o placar no final do primeiro tempo, o que levava o jogo para as penalidades máximas.</p>
<p>No segundo tempo, para minha explosão de alegria, Chicão faria aquele que seria o gol de empate do Verdão. A alegria, porém, foi efêmera, pois o gol foi anulado pelo juiz José Roberto Wright.</p>
<p>Lembro-me na ocasião de que, na Rádio Clube, foi unânime a opinião de que o gol havia sido invalidado erroneamente: Chicão estaria em posição legal. Porém, acostumado com os bairrismos das transmissões por rádio, fiz questão de me certificar, e sintonizei uma rádio paulista no velho rádio de ondas curtas de meu pai e, para a minha surpresa, a opinião era a mesma. O locutor paulista afirmava que o Coxa havia sido prejudicado no jogo de Campinas.</p>
<p>Com a derrota por 1&#215;0, o jogo foi para os pênaltis e a classificação acabou nas mãos do Guarani. Depois disso foram mais alguns anos na segundona, e mais alguns vice-campeonatos estaduais. Porém minha esperança por dias melhores nunca diminuiu.</p>
<p>Em 95 acompanhei a campanha do vice-campeonato da segundona. Novamente pela rádio, com exceção do jogo contra o Central de Caruaru, que presenciei no Couto Pereira, onde ganhamos de 4&#215;2. Em 98, na nossa espetacular campanha no Brasileirão, estive no 2º jogo das quartas de final, onde empatamos em 0&#215;0 com a Lusa. Já o terceiro jogo, eu tive que acompanhar o final pela TV, após o jogo do Cortinthians. Lembro-me até hoje do arrepio que senti, quando a Globo mudou a imagem para o Couto, e pude ver a linda festa da torcida alviverde, quando o Coxa vencia por 2&#215;0 e garantia a classificação para as semi-finais. Porém, infelizmente, logo a seguir a Lusa empataria a partida, e ficaria com a vaga.</p>
<p>Em 99, saímos da fila, novamente pelas ondas do rádio. Desta vez, porém, a confiança no time era tão grande que, mesmo após o Paraná abrir 2&#215;0 no último jogo, eu não desanimei, pois sabia que o Coxa iria buscar aquele placar, e foi o que aconteceu.</p>
<p>Desde então tenho tido alegrias e decepções com meu time, mas sem deixar de amá-lo jamais. Sempre que posso vou acompanhá-lo ao vivo, seja em Curitiba ou aqui em Santa Catarina.</p>
<p>Uma ferramenta que facilitou e muito a minha vida de torcedor, foi a internet. Meu primeiro contato com a grande rede foi em 95, quando cursava Ciências da Computação na UFSC. Naquela época a web ainda estava engatinhando, e meus colegas começaram a desenvolver sites amadores para seus respectivos clubes.</p>
<p>Após tentar achar um site do Coxa, e não ter sucesso, decidi criar um site em homenagem ao maior clube do Paraná. O site era muito simples, não tinha nenhuma imagem, apenas textos retirados das Revistas Placar e Paraná em Páginas.</p>
<p>Mantive o site até aparecerem outros melhores, que representavam com maior dignidade a grandeza do Coritiba. Assim, com sensação de dever cumprido, retirei do ar aquele que, no meu conhecimento, foi o primeiro site do Coritiba da web.</p>
<p>Ainda na Internet, criei, por volta de 96, na antiga Esquina-das-Listas, uma lista do Coxa. Conseguimos reunir um bom número de torcedores até que, por meio de um dos integrantes da lista, ficamos sabendo de outra lista do Verdão que possuia ainda mais integrantes.</p>
<p>Migramos então todos para a nova lista, que depois de alguns anos viria a se organizar e a se tornar a lista dos COXAnautas.</p>
<p>Bem, esse texto foi um pouco longo, afinal são 33 anos de história de um torcedor Coxa-branca que, ao contrário da grande maioria de &#8220;Coxas&#8221;, nunca morou em Curitiba, mas que nem por isso deixa de ser Coxa-Branca, eternamente.</p>
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